terça-feira, 25 de dezembro de 2012



QUAL O PREÇO DE UMA AMIZADE?    -  Parte 02 -

Outro momento ainda no versículo dezesseis, o apóstolo diz que o amigo nunca, em momento algum não se envergonhou de suas algemas. Certamente não apenas pelo momento que foi preso, mas por todo um conjunto de exclusão e perseguições que era assolado, contudo, o amigo Onesíforo permaneceu ao lado, solidário, visitando-o, pouco se importando com as críticas que recebia e com o iminente perigo de ser envolvido. Destacando na frase, o apóstolo menciona a palavra “nunca”, como a resumir e englobar os gestos de Onesíforo, especialmente depois que foi levado a Roma para ser julgado.
“antes, tendo ele chegado a Roma, me procurou solicitamente até me encontrar.” (V17)
Esta parte do versículo nos mostra detalhes das ações praticadas por Onesíforo em relação ao amigo preso. Observe:

1.Ele saiu de Éfeso para Roma à procura do apóstolo. Verão que não era sair de uma cidade próxima para outra.
2. Quando menciona a casa de Onesíforo, é porque era casado. Conclusão: deixou a família e partiu em busca de rever e ajudar o companheiro, pois sabia que precisava de um ombro amigo, talvez um ombro para chorar, um rosto familiar para se alegrar e afastar a negritude da prisão. Paulo precisava de alguém com quem trocasse algumas palavras. Verdadeira e pura carência que seria preenchida pelo alicerce daquela amizade. Jesus Cristo.
3.Chegado a Roma. A distância entre as duas cidades, (gira em torno de 1600km ou mais – a pesquisa não deu exatidão). Uma distância considerável a ser percorrida e mais, via transporte aquático. Quantos dias, quantos perigos de assaltos, piratas, naufrágios, além de tudo o que deixou para trás, até mesmo seu próprio trabalho. Acudir o amigo e oferecer-lhe apoio, suplantou coisas passageiras. A amizade não.
4.Com certeza, Onesíforo não sabia em que prisão Paulo estava. Note que ele diz: me procurou. Saiu a procurar por Paulo, perguntando nos estabelecimentos oficiais ou onde pudesse saber algo sobre seu paradeiro. Mas veja que por se tratar de Paulo, “desafeto” dos romanos, corria o risco também de ser preso por subversão ou até mesmo por perversidade das autoridades. Contudo, a compaixão que cobria sua amizade, o amor que os unia, estava acima de qualquer possibilidade de desistir de encontrá-lo.
5.Este fragmento dito por Paulo remete direto a este homem. Note: me procurou solicitamente até me encontrar. As próprias palavras falam por si, dizem que foi uma busca incessante: até me encontrar. A frase reflete infinidade, algo distante que traz no final uma certeza.
6.Solicitamente: Ansioso por conseguir, prestimoso, atencioso. Desejo grande.
O versículo dezoito inicia do mesmo modo que o dezesseis, mais uma vez Paulo pede pela misericórdia de Deus, desta feita dirigindo-se a Onesíforo e mencionando Aquele Dia, ou seja, o Dia do Senhor. Aproveita e traz Timóteo o titular da carta para ser participante de seu testemunho de amor pelo amigo e também como testemunha de quando viviam na mesma cidade. Acrescenta: “e tu sabes, melhor do que eu, quantos serviços me prestou em Éfeso.”
           
Concluímos pela vida de Onesíforo que a amizade verdadeira é juncada de serviços sacrificiais. Essa foi a lição do próprio Cristo, amigo verdadeiro, que todos nós precisamos imitar.
Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer. Joã 15:15
Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Joã 15:13

Ir. Cavalcanti - IBR Valentina

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