sábado, 10 de dezembro de 2011


A LUZ DA PALAVRA DE DEUS

A Bíblia é um livro único. Nenhuma outra obra literária pode ser comparada a esse livro que, embora seja um dos mais antigos, continua sendo um best seller no mundo moderno. Nasceu no Antigo Oriente, mas tem moldado definitivamente o Ocidente, e contém uma mensagem para a humanidade. Os incrédulos a odeiam, enquanto os crentes a amam e reverenciam. É o mais citado, mais publicado e mais traduzido livro da história humana.
Segundo sua própria descrição, a Bíblia é um livro vivo, contendo poder transformador inigualável (Hb. 4:12). Para o cristão, a Bíblia é a revelação de Deus ao homem, pela qual podemos conhecer Sua Pessoa e Sua vontade. É a prova concludente do amor divino por nós.

DESIGNAÇÃO

A palavra “bíblia” vem do latim, sendo proveniente do termo grego biblia, plural de biblion, que denotava qualquer documento escrito, mas originalmente escrito em papiro. 
            A palavra Bíblia representa a coleção de escritos sagrados para os cristãos, e foi usada dessa maneira desde o segundo século, conforme se encontra na epístola de II Clemente 2:14, de cerca de 150 d.C. Termos sinônimos para “Bíblia” são “Os Escritos” ou “As Escrituras” (Mt. 21:42). Em II Tm. 3:16, Paulo chama o Antigo Testamento de “As Sagradas Letras”.

ESTRUTURA          

A Bíblia é composta por duas grandes partes: O Antigo Testamento e o Novo Testamento.  O Antigo compreende mais de dois terços do Novo.
A palavra testamento, que é melhor traduzida por “aliança”, vem de termos do hebraico e grego, que significam “pacto” ou “acordo” entre duas partes. No caso da Bíblia, temos o velho pacto entre Deus e o Israel, e o novo entre Deus e os cristãos.
A unidade entre os Testamentos se encontra na pessoa de Cristo. Agostinho disse: “O Novo Testamento está ‘velado’ no Velho Testamento, e o Velho Testamento está desvendado no Novo Testamento”.
Foram classificados por Agostinho em profetas maiores e menores em virtude do volume de seus escritos.

            A Bíblia cristã é comumente dividida em oito seções, quatro em cada Testamento -
  



LIVROS DO VELHO TESTAMENTO
A LEI (Pentateuco) – 5 livros
POESIA – 5 livros
1.       Gênesis
1. Jó
2.      Êxodo
2. Salmos
3.      Levítico
3. Provérbios
4.      Números
4. Eclesiastes
5.      Deuteronômio
5. Cantares
HISTÓRICOS – 12 livros
PROFÉTICOS – 17 livros
1.      Josué
A. Maiores
B. Menores
2.      Juízes
1. Isaías
1. Oséias
3.      Rute
2. Jeremias
2. Joel
4.      I Samuel
3. (Lamentações)                       
3. Amós
5.      II Samuel
4. Ezequiel
4. Obadias
6.      I Reis
5.Daniel
5. Jonas
7.      II Reis

6. Miquéias
8.      I Crônicas

7. Naum
9.      II Crônicas

8. Habacuque
10.  Esdras

9. Sofonias
11.  Neemias

10. Ageu
12.  Ester

11. Zacarias


12. Malaquias

LIVROS DO NOVO TESTAMENTO
EVANGELHOS
HISTÓRIA
1.      Mateus
1. Atos
2.      Marcos
3.      Lucas
4.      João
EPÍSTOLAS
1.      Romanos
12. Tito
2.      I Coríntios
13.Filemom
3.      II Coríntios
14. Hebreus
4.      Gálatas
15. Tiago
5.      Efésios
16. I Pedro
6.      Filipenses
17. II Pedro
7.      Colossenses
18. I João
8.      I Tessalonicenses
19. II João
9.      II Tessalonicenses
20. III João
10.  I Timóteo
21. Judas
11.  II Timóteo

PROFECIA
1.      Apocalipse




            As divisões de capítulos e versículos foram acrescentadas para facilitar as citações bíblicas e a localização dos textos. Estêvão Langton dividiu a Bíblia em capítulos em 1227. Os versículos foram acrescentados em 1555 por Robert Stephanus, um publicador francês.

UNIDADE

A Bíblia é uma biblioteca de 66 livros, escrito por cerca de 40 autores, em circunstâncias variadas, com diferentes graus de instrução, de vários ramos de atividades, num período de cerca de 1500 anos, escrita em diversos continentes, em três diferentes idiomas.  No entanto, a Bíblia não é uma colcha de retalhos nem uma antologia organizada para ter coerência. Ao contrário, cada autor contribuiu para o desenvolvimento de uma única história: “A redenção do homem por parte de Deus”.

SINGULARIDADE

Existem certas peculiaridades que tornam a Bíblia diferente de todo e qualquer livro conhecido...
A. A Bíblia é única em circulação

            “Anos atrás, para atender à demanda, a Sociedade Bíblica Britânica teve que imprimir uma cópia da Bíblia a cada três segundos do dia ou da noite[1]”.
            Nenhum outro livro tem circulado como a Bíblia, que tem a honra de ter sido o primeiro grande livro a ser publicado, após a invenção da imprensa por Gutemberg.

“É mais fácil interromper a trajetória do sol, do que tentar interromper a circulação da Bíblia” (autor desconhecido)


 
B. A Bíblia é única em Tradução
Foi um dos primeiros livros importantes a ser traduzido. A tradução do Antigo Testamento hebraico para o grego foi feita por volta de 250 a.C. e recebeu o nome de Septuaginta (LXX) ou versão dos setenta, uma alusão ao número aproximado de estudiosos envolvidos na tradução.
            Atualmente, milhares de tradutores se empenham em tornar a Bíblia acessível em todas as línguas. Por causa de tal objetivo, muitas línguas ágrafas passaram a ter forma escrita e uma gramática normativa.

C. A Bíblia é única em sobrevivência

1.      Em relação ao tempo
Apesar de ter sido escrita em material perecível, sendo copiada e recopiada ao longo de centenas de anos, antes da invenção da imprensa, a Bíblia não foi prejudicada em seu estilo, exatidão ou existência.  A pesquisa bibliográfica dos manuscritos bíblicos coloca a Bíblia em uma posição privilegiada em relação a qualquer texto da literatura clássica. A Bíblia possui mais provas em termos de manuscritos do que o conjunto das dez obras antigas melhor documentadas.

2.      Em relação à perseguição
Os ataques à Bíblia percorrem o tempo. Muitos procuraram queimá-la, proibir seu uso, torná-la ilegal, desde os dias dos imperadores romanos, até hoje. O imperador Deocleciano publicou um edito ordenando a destruição de todas as Bíblias. Mas poucos anos depois, numa grande ironia da história, o imperador Constantino ordenou que se publicassem 50 cópias das Escrituras que seriam custeadas pelo governo romano.
3.      Em relação às críticas
A Bíblia tem sido criticada em cada uma das suas afirmações por céticos e incrédulos. Imperadores e papas, reis e sacerdotes, príncipes e governantes, sábios e ignorantes tem se esforçado para descredibilizar a Bíblia. Voltaire anunciou a extinção das Escrituras cem anos após a sua morte, ocorrida em 1778.
No passado, a chamada Alta Crítica, lançou muitas dúvidas sobre a fidedignidade do Antigo Testamento com sua Hipótese Documental, desenvolvida a partir da pressuposição de que na época de Moisés não havia escrita. Nesse caso, Moisés não podia ser o autor do Pentateuco. Contudo, anos atrás, foram descobertos os documentos cuneiformes contendo o Código de Hamurabi, de cerca de três séculos antes de Moisés.
4.      Em relação aos seus ensinos
As profecias bíblicas são singulares. Nenhum livro antigo, de qualquer seita ou religião, possui profecias tão exatas e abrangentes como a Bíblia. As Escrituras falam com séculos de antecipação acerca de nações, especialmente de Israel, de cidades e de indivíduos, fazendo afirmações específicas, chegando a citar até seus nomes, como é o caso Ciro, imperador da Pérsia, cuja aparição foi prenunciada cerca de 150 anos antes da Pérsia despontar no cenário mundial.
Diferente de outros livros, a Bíblia é o único que retrata os erros dos seus personagens. Nela encontramos o relato dos pecados dos patriarcas, do povo de Israel, dos apóstolos e a confusão nas igrejas. A triste história do pecado de Davi não fica encoberta, apesar de Davi ser um grande herói, reconhecido como o homem segundo o coração de Deus.

“Se você for uma pessoa inteligente, lerá o livro que tem atraído a atenção mais do que qualquer outro, isso se você tiver buscando a verdade” (autor desconhecido)


Diante dos fatos, é impossível alguém ignorar a Bíblia. Sua presença é marcante em todos os lugares e seus ensinos nos desafiam de modo que precisamos nos posicionar em relação a eles.
AFINAL, POR QUE A BÍBLIA?
            A resposta mais clara será encontrada na própria Bíblia.  Está diretamente relacionada à necessidade humana de salvação. A revelação de Deus nas Escrituras é uma prova contundente do seu amor por nós. Portanto, a Bíblia não é um livro acerca de religião, de história, de ciência, nem de esoterismo. Ao contrário, o que melhor podemos dizer é que a Bíblia é o livro da salvação. É o relato de como Deus providenciou livramento para a humanidade corrompida e destinada à perdição. Assim podemos dizer que o centro da Bíblia é Jesus Cristo, o Salvador do mundo.
            Cristo, a Palavra Eterna, revelou a si mesmo por meio da palavra falada. A palavra falada tornou-se a Palavra escrita, e a Palavra escrita tornou-se a Bíblia.  Portanto, através da Bíblia, o tema da redenção do pecador por meio de Cristo vai se desenvolvendo através de muitos eventos. Com diz Paul Hoff, no livro O Pentateuco, o esquema da Bíblia pode facilmente ser traçado por meio de Cristo...
a.       Antigo Testamento: a preparação do Redentor
b.      Os Evangelhos: a manifestação do Redentor
c.       Atos: a proclamação da mensagem do Redentor
d.      As Epístolas: a explicação da obra do Redentor
e.       O Apocalipse: a consumação da obra do Redentor

Mas se a Bíblia encontra sua razão na Pessoa de Cristo, entender a missão de Cristo nos dará compreensão do propósito completo das Escrituras, e, através do Novo Testamento, podemos ouvir o próprio Cristo definido Sua missão.
Certa vez, Jesus estava passando pela cidade de Jericó, onde morava um homem, cobrador de imposto (isto é, um publicano) conhecido pela desonestidade, sendo considerado pelos fariseus como um dos piores pecadores. Seu nome era Zaqueu. Sendo uma pessoa corrompida e desprezada por seus pecados, além de ser de baixa estatura, Zaqueu resolveu subir em uma árvore, um lugar alto e obscuro, donde podia realizar seu desejo de ver Jesus. Ao passar, Jesus parou sob a árvore, olhou para Zaqueu e o mandou descer. Em seguida foi com ele para Sua casa, gerando muita acusação por parte dos judeus.

A visita do Senhor transformou a vida de Zaqueu, provocando verdadeiro arrependimento. Ao final, Jesus responde às acusações explicando que seu encontro com um publicano combinava com o propósito da Sua vinda: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”. (Lucas 19:10). Este, portanto é o tema da Bíblia, e cada parte contribui para esse propósito glorioso.

Podemos, pois, afirmar, que a Bíblia é o livro da salvação, pois é o livro do Salvador. Por ela conhecemos o caminho da vida eterna. Por isso o salmista afirmava:
Lâmpada par aos meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos(Sl. 119:105).

BIBLIOGRAFIA -
COMFORT, Philip. A Origem da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD; 1ª ed.; 1998.
HOFF, Paul. O Pentateuco. São Paulo: Vida.1983.
McDOWELL, Josh. Evidência que Exige um Veredito. São Paulo: Candeia; 1ª ed.; 1989.
SCHULTZ, Samuel J.. A História de Israel no Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova; 1ª ed.;  1977.
GEISLER, Norman L. & WILLIAM, E. Nix. From God to us. Chicago: Moody Press; 1a ed.; 1974.


[1] McDOWELL, Josh. Evidência que Exige um Veredito. São Paulo: Candeia. Pág. 23

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