sexta-feira, 3 de junho de 2011

TEMA: UM NOVO CÂNTICO DE ALEGRIA

TEXTO: 1Sm.2:1-10

INTRODUÇÃO
Era uma vez um rei que, apesar de ser muito rico, era triste, pois não conseguia aumentar o seu tesouro. Ele estava sempre de mau humor e isto causava enormes problemas a todos, pois seus decretos, rudes e injustos, massacravam o povo com exigências descabidas. Por fim, o rei acabou entrando em depressão. Seus médicos lhe disseram que a única cura para a sua doença era a alegria. O monarca, então, ofereceu um excelente prêmio a quem pudesse lhe trazer a alegria de volta. Muitos tentaram, mas ninguém conseguiu arrancar um só sorriso da cara do rei. Nada conseguia alegrá-lo. Nem os músicos, nem o bobo da corte, nem as dançarinas, nem os lançadores de enigmas, nem os mímicos, nem os encantadores.
Os amigos do rei resolveram consultar um grande sábio que vivia ali. Ele lhes disse que se o rei vestisse a camisa do homem mais feliz daquele reino, a alegria voltaria ao seu coração. Iniciou-se, então, uma intensa investigação, para se descobrir quem era o homem mais feliz de todos. Para surpresa dos investigadores, o homem mais feliz daquele reino morava longe do luxuoso palácio do rei, num casebre muito simples. Ele, sua mulher e seus filhos trabalhavam de sol a sol no cabo da enxada para conseguir se manter, mas, sempre unidos, passavam o dia rindo e cantando.
Os investigadores contaram-lhe o problema que os havia trazido ali e pediram-lhe que ele lhes desse uma de suas camisas, para que a alegria pudesse voltar ao coração do rei. Só então compreenderam porque aquele homem trabalhava na lavoura de peito nu, ele não tinha nenhuma camisa.
Um dos investigadores, espantado, perguntou-lhes como conseguiam ser tão felizes tendo tão pouco, ao contrário do rei, que tinha tanto, mas era infeliz:
- Somos felizes porque o reino de Deus está em nossos corações, respondeu-lhe o homem.
Ao ler uma história como essa, a pergunta que devemos fazer é: O que nos motiva a adorar o Nosso Deus? Nossa adoração corresponde às expectativas divinas? Eu quero te convidar a examinarmos cântico de Ana, e aprendermos no que consiste a verdadeira adoração.

I.          DEVEMOS LOUVAR A DEUS PELO QUE ELE É, E NÃO PELO QUE ELE FAZ v.1-2
a.      Já é normal entre alguns cristãos, numa época já considerada “pós-cristã” a ALEGRIA ser manifestada apenas num “contexto” de benefícios pessoais. É a teologia do “toma lá dá cá”. Se você me beneficiar, eu mantenho-me alegre. Se não, minha tristeza continua.
b.     Mas essa não foi a postura de Ana, ela se alegrava antes, no “Senhor das bênçãos”, do que nas “bênçãos do Senhor”.
                                          i.     Veja que aparece duas vezes a expressão “no Senhor” (v.1), indicando qual era a fonte da alegria de Ana. Na primeira, está o fator “alegria”, na segunda o fator “força”, que significa, “receber forças de Deus e ser ajudado por ele de maneira especial durante um tempo de crise”.
                                        ii.     Mas também a expressão na “tua salvação”, que não apenas se refere à vitória recebida, mas também o vinculo deste Deus com todo o Israel, por meio de Samuel, que julgou esse povo por toda a sua vida. Ela se alegrava no Deus compartilhado com seu povo.
                                      iii.     E por fim, Ana descreve seu Deus como “santo”, “singular” e único lugar de “esconderijo” (v.2), que se refere “à força, à estabilidade e à constância e engrandece o fato de que Deus não muda” (Wiersbe, vol.2, pp.205).
c.      Queridos, não podemos viver o “modismo” da nossa época, onde Deus é buscado para simplesmente “satisfazer as necessidades dos homens”.
d.     Deus precisa ser atraído por nós, não pelo que Ele pode fazer, mas pelo que Ele é. Os bens passarão, o conhecimento cessará, a saúde desaparecerá, mas Deus permanecerá eternamente; e poderemos desfrutar de sua companhia por toda a eternidade.
e.      A extensão dos dias do Nosso Deus, será o tempo que desfrutaremos dEle na eternidade, ou seja, para todo o sempre. Por isso Ele deve ser mais estimado, do que os benefícios.
f.      O que temos feito dEle? Como o contemplamos a cada manhã? Quando lemos as afirmações que a Bíblia faz dEle, elas nos impressionam? Está aqui o primeiro princípio em que consiste a verdadeira adoração.
II.          DEVEMOS LOUVAR A DEUS PELO EXERCÍCIO DE SUA JUSTIÇA v.3-5
a.      Ana também é uma ótima professora, pois ela não deixa passar a oportunidade de ensinar àqueles que desprezam a Deus.
b.     Em sua aula, Ana alerta as pessoas, quanto ao perigo, acerca do que elas falam (v.3a); pois Deus não julga com parcialidade (v.3b).
                                          i.     Aliás, Mateus registrou: “digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do Juízo” (Mt.12:36). Aqui está o Deus justo, que “não tem o culpado por inocente, nem o inocente por culpado”. Mas também nesse ato de justiça, Ele faz prevalecer à força do fraco, Ou seja, o que aparentemente estava desamparado (v.4-5). O (Sl.32:10) diz: “Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá”.
                                        ii.     Está aqui à descrição do Deus que não viola o direito de ninguém, nem omite a culpa de quem quer que seja.
c.      Amados, às vezes ficamos como quem fora de si, quando parece que o mal está prevalecendo. Mas a verdade é que pra tudo tem o tempo devido, inclusive o exercício da justiça divina.
d.     A cada dia novos projetos são desenvolvidos, projetos esses que afetam a nossa regra de fé, mas, haverá um dia, em que este mundo com todas as suas obras serão julgados pelo Deus eterno (Ap.20:11-15).
e.      Enquanto isso vivamos como se cada dia fosse o último a ser vivido. Façamos a nossa parte e honremos o Nosso Deus. Temos aqui mais um princípio em que consiste a verdadeira adoração.
III.          DEVEMOS LOUVAR A DEUS PELO DOMÍNIO QUE ELE EXERCE SOBRE TODOS v. 6-9
a.      Se Deus exerce justiça com precisão, logo é porque Ele tem domínio. Essa foi à lógica de Ana; ela O descreve como:
                                          i.     O detentor da vida “tira a vida” v.6ª
                                        ii.     Riqueza  empobrece e enriquece” v.7ª
                                      iii.     Fama “abaixa... exalta” v.7b,
                                      iv.     Das glórias “levanta” v.8ª
                                        v.     Das vitórias “o homem não prevalece pela força” v.9b.
b.     Mais uma vez aprendemos que Deus domina sobre toda a nossa existência. Isso deve nos levar a engrandecê-lo, em vez de questioná-lo pelas circunstâncias que nos advém. Além disso, temos registrado que tudo que Ele faz a nós os seus filhos é para o nosso próprio bem (Rm.8:28).
c.      Àquele chefe carrasco, àquele concurso atrasado, àquele emprego demorado, àquele comprador para o imóvel, àquela promoção, àquele cliente, àquele namorado (a) que não aparece etc., estão no controle de Deus. Ele não se esqueceu de absolutamente nada.
d.     Quer na posse, quer na falta destas coisas, louvemos ao Senhor pelo seu domínio. Este é o terceiro princípio em que consiste a verdadeira adoração.
IV.          DEVEMOS LOUVAR A DEUS PELO TRATO SINGULAR DADO AOS SEUS v. 10
a.      Ana termina sua oração em forma de cântico, chamando a atenção dos arrogantes (v.10a). Eles poderão continuar na sua arrogância, mas haverá um dia em que Deus porá fim a sua ostentação. Por outro lado, Ele estenderia sua bondade ao seu ungido (v.10b). Foi exatamente isso que Deus fez com todos os reis que lhe obedeceram.
b.     Queridos, Deus é tão perfeito no que faz, que ao elaborar o plano Escatológico, estabeleceu um tempo exclusivo, para julgar as obras dos crentes (2Co.5:10), separadas das dos ímpios (Ap.20:11-15).
c.      A qualquer hora poderemos ser chamados à glória, enquanto esse mundo provará da ira divina. Isso é zelo pelos os seus. Vale a pena manter-nos firmes, louvando-o enquanto estamos nessa vida.
d.     Está aqui o caminho que devemos trilhar, na manifestação da nossa gratidão ao nosso Deus. Use essas verdades e avalie o teu culto a Deus! Que Deus te abençoe!


Sermão pregado por Pr. Adão, da Igreja B. Regular no Cristo em 29/05/2011 (Domingo à noite)

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