quinta-feira, 4 de novembro de 2010

PALAVRAS

“Então, lhe respondeu Eli: Vai-te em paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste”. (I Samuel 1:17)

Numa certa ocasião, dentro do templo em Jerusalém, uma mulher chorava enquanto elevava sua prece a Deus. Com o coração quase em desespero, tomada por um forte amargor que lhe consumia, ela mal abria os lábios, balbuciava frases entrecortadas que se misturavam com o choro que externava e gritava em seu peito. Por ser estéril, não podia gerar filhos e este fator a perturbava, além de impedi-la de realizar o seu maior sonho. Bem próximo dali o sacerdote observava aquele quadro, a princípio, ignorando-a, mas, quando perguntou o que se passava e após ouvi-la discorrer sobre o que a afetava, o líder judaico sabiamente falou: “Vai-te em paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste”. (ISamuel 1:17).

No cotidiano encontramos e cruzamos com diversas pessoas nos mais variados tipos de situações, particularidades que não são expostas nem mesmo em conversas, curtas ou longas, como também, raramente somos procurados para ouví-las, exceção feita aos mais chegados. No entanto, independentemente do que encontrar, tentemos expressar para aqueles que cruzam conosco palavras de incentivo, palavras de carinho, transmitir alegria, palavras que despertem no próximo esperança, felicidade. Resgatemos práticas que estão momentaneamente esquecidas. Que tal olhar nos olhos do cônjuge, de seu filho(a), e dizer que o ama. O que custa lançar mão do elogio e ofertar um punhado de palavras para alguém por mais simples que seja a ação, mas, valorize! Faça uso de algo que não tem custo algum: Palavras. Não deixemos para externá-las apenas nos momentos mais delicados ou difíceis. Quantas vezes temos a oportunidade de levar algo para alguém, mas nos entrincheiramos em barreiras virtuais que construímos em nosso derredor. O que custa dizer para o outro: “Deus te abençoe”! Desejar felicidades, dizer que está torcendo por um triunfo deste ou daquele. Fazer uma visita inesperada apenas para dizer que se lembrou do amigo (a). Quem sabe, até pegar o telefone e simplesmente dizer: “Só liguei para dizer que te amo”! O que custa externar a alegria que habita em nosso coração! Tente, faça e verás o resultado.

“...a boca fala do que está cheio o coração”. Mateus 12:34

No trecho acima, o sacerdote Eli viu a sua frente uma pessoa com um problema por demais grande, uma simples mulher em busca de realizar um desejo que estaria além de seu alcance. No entanto, sabiamente ofertou-lhe o que de melhor teria naquela hora: Palavras. Fortes palavras que continham o nome do Grande Deus, o Deus dos impossíveis. Ele poderia ter feito um discurso melancólico na base do -“isso é assim mesmo, depois passa, acontece com qualquer um”. Contudo, carregado de sensibilidade (algo difícil em nossos dias), demoveu Ana do mar de angústia que a sufocava. E na sequência do texto a Bíblia relata que o semblante dela já não era mais o mesmo depois de ouvir as palavras do sacerdote.

Mais a frente, o Senhor na sua infinita bondade concedeu a Ana, aquele filho tão desejado. E não apenas um, mas, mais cinco filhos. “Abençoou, pois, o SENHOR a Ana, e ela concebeu e teve três filhos e duas filhas; e o jovem Samuel crescia diante do SENHOR”. (1 Samuel 2:21).

Cavalcanti – 27.10.2010

Edigley F. Cavalcanti

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