segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Estratégia, plano ou oração.


  



As três palavras do título quase nada têm em comum, as primeiras, talvez algo aproximado, mas, a terceira, longe passa das demais. No entanto, veremos no que está escrito abaixo e talvez encontremos uma relação muito próxima delas, algo intrinsecamente ligado que ao final do texto redundem em apenas uma expressão.

Morava numa das capitais nordestinas um missionário de origem americana que atendia pelo nome de John, ou Sr. John. Próximo a sua casa residia um homem que era conhecido como sendo a maior autoridade em atividade na área do candomblé da cidade, e até do estado. Um homem por demais procurado por várias pessoas das classes mais abastadas que iam a busca de seus “serviços”. Tratava-se de uma  grande casa que servia de morada e ponto de realização de seus trabalhos “espirituais”. Nas vezes que passava próximo aquele lugar, Sr. John observava o movimento de carros conduzindo pessoas que desembarcavam a procura de “ajuda”.

A vida continuou seu curso normal, dias se passaram desde que tomou conhecimento de quem era o dono da residência e o que fazia - até que num belo dia o missionário John precisou deslocar-se de sua casa para fazer os pagamentos das contas mensais num correspondente bancário no bairro onde morava. Para sua surpresa ao chegar ao posto de recebimento, encontrou ninguém menos do que seu vizinho, o “maioral” do candomblé ou “pai de santo”, comumente chamado, postado na fila aguardando atendimento. Sem esperar melhor hora, Sr. John aproximou-se do homem e após apresentar-se dizendo onde morava, começou a falar-lhe sobre o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, expondo o plano de salvação e o que Deus tinha reservado para sua vida. A conversa não demorou muito, alguns minutos, mas o suficiente para que aquele homem ouvisse sobre os planos de Deus. Depois de concluir, o missionário americano estendeu a mão e lhe entregou  um folheto que trazia mais informações sobre o que acabava de falar. Completou dizendo que no verso do papel continha seu endereço e contato, e que se precisasse ouvir mais sobre o plano de salvação em Cristo, o procurasse. Os homens se despediram e não mais voltaram a se encontrar. Cada um seguiu seu rumo dando continuidade as suas vidas.

O telefone começou a tocar. Em algum lugar da casa ao ouvir o aparelho, Sr. John seguiu para atender. Do outro da linha uma voz soando um pouco diferente e ao mesmo tempo estranha logo se tornou familiar quando a pessoa identificou-se. Passaram seis meses após aquele rápido contato na fila do banco. Numa fração de segundos várias interrogações aportavam na mente do missionário. Não demorou muito e a voz ao telefone começou a expor sua situação. Era o “pai de santo”, que padecendo de uma enfermidade grave, pedia através daquele contato que o missionário fosse visitá-lo de qualquer maneira, pois necessitava muito conversar. Sr. John concordou.

Devidamente preparado, com sua Bíblia em punho, saiu para o encontro com aquele estranho homem sem ao menos imaginar o que iria encontrar pela frente. Porém duma coisa tinha certeza: Deus concedera-lhe uma preciosa oportunidade. Ao chegar à residência foi recebido pelo caseiro, um homem sério e frio, que o interpelou com indiferença, no entanto, ao se identificar, prontamente o orientou como chegar aos aposentos de seu patrão e acrescentou dizendo que seguisse em frente, não olhasse o que estivesse acontecendo e não se detivesse no meio do caminho. Fosse a todo custo encontrar seu chefe. O missionário John caminhou pelo jardim e depois de alcançar a porta de entrada deu de cara com uma grande sala, e a sua frente  várias pessoas participando de um ritual. Quando começou a adentrar o salão, automaticamente começaram a rufar tambores, típicos desses encontros, pessoas dançavam e outras se cortavam, dilaceravam partes do corpo abrindo sulcos com navalhas e quando o sangue escorria, atiravam gotículas no meio do cômodo. Uma cena que chegou a impressioná-lo, mas com o propósito que estava em seu coração, nada o deteria até encontrar quem o chamara. Passou pelo grupo de pessoas e após andar alguns metros chegou ao quarto do dono da casa. Olhando o ambiente pôde ver dependurado nas paredes, prateleiras, nos móveis uma quantidade enorme de ídolos de madeira, barro, cerâmica, os mais variados, as mais horrendas imagens e carrancas espalhadas pelo quarto, e bem a frente numa enorme cama jazia o homem que o convidara para aquela conversa. Pelo seu semblante pode perceber a ansiedade que refletia por encontrá-lo outra vez. E mais uma vez expôs o Plano de Salvação, falou com detalhes, tirou dúvidas, animou aquele homem a reconhecer a Deus e o plano de salvação através de Seu Filho Jesus. Por fim, perguntou se gostaria de aceitar a Cristo como o Salvador de sua vida. Sem nenhuma sombra de dúvidas o homem disse que sim. O missionário o convidou para uma oração. No momento seguinte, logo após entregar-se a Cristo, ele mandou chamar o caseiro e ordenou que retirasse todas aquelas imagens de seu quarto, que desse um fim a tudo aquilo que fazia parte de suas antigas práticas, e que dali em diante ele seria uma nova pessoa. O missionário John retornou para casa feliz, radiante de alegria por ter conseguido cumprir aquela missão e agradecendo a Deus a oportunidade, especialmente o resgate de mais uma alma para Cristo. Amém

Seis dias depois chegou à notícia de que aquele homem havia falecido. Deus em sua infinita misericórdia concedera-lhe o privilégio de ouvir sobre a vida eterna antes de sua partida.

Estratégia, plano ou oração! Com certeza o missionário orou pela vida daquele seu vizinho, talvez também tenha planejado, estudado uma forma de falar-lhe do evangelho, mas talvez nunca tenha imaginado que tudo ocorreria daquele modo. Talvez jamais tivesse pensando que seria na fila de um banco, o primeiro contato. Talvez não imaginasse que um dia seria convidado para ir a sua casa, e mais e outros tantos talvez iremos pensar. Todavia, Deus age da sua forma, do seu jeito.

Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” (Isaías 55:8-9).

No capítulo dezoito do livro de Atos dos Apóstolos, mas precisamente nos versículos de um a onze, vemos um pouco da chegada e permanência do Apóstolo Paulo na cidade portuária de Corinto. Após pregar para os judeus e diante da resistência deles, Paulo foi quase ao desespero. Neste ínterim, conheceu o maioral da sinagoga, aproveitou a oportunidade e lhe falou sobre Cristo. O mais alto líder judeu da cidade se converteu e junto com ele, sua família. Mesmo assim, o apóstolo tinha no coração o propósito de deixar aquele lugar, entretanto, o Senhor falou numa visão para Paulo dizendo para não se afobar, que ninguém lhe faria mal, e que seria necessária sua permanência naquela cidade, na qual Deus mencionou que ali teriam pessoas para serem resgatadas. E sendo assim, Paulo obedeceu ao Senhor permanecendo em Corinto por mais um ano e seis meses resultando na conversão de muitas almas.

Estratégia, plano ou oração? Como temos nos  colocado na divulgação do evangelho e diante de Deus. Será que não temos pessoas próximas ou dentro da família que precisam ouvir de Cristo? Mas, qual tem sido nossa atitude?

(Texto compilado da pregação do Pr. Robério Olinto, titular da IBR José Américo, nas conferências missionárias em nossa igreja).

Ir. Cavalcanti – 24.05.10




Edigley F. Cavalcanticavalcanti_cvcjpa@hotmail.com
Visite nosso blog: www.vozesdeemaus.spaceblog.com.br
skype - cavalcanti07
fone - 83.8804-8889

Nenhum comentário:

Postar um comentário