quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O TIPO DE MÚSICA QUE HONRA A DEUS



Por Dr. Ernest D. Pickering, Th.D.
Presidente do Centrai Baptist Seminary
Pastor da Fourth Bapíisí Church, Minneapoiis, MN
Tradutor Pr. Mauro C!ark

Um garoto de nove anos de idade escreveu uma carta a Deus e a de­positou na bandeja de ofertas da igreja. O pastor a encontrou e leu essas palavras:

Querido Deus,
Igreja é OK, mas você certamente poderia usar melhor música. Espero que isto não magoe os seus sentimentos. Você poderia escrever algumas músicas novas?
                                                                      Seu amigo, Barry

Em seu jeito de menino, o rapaz expressou três importantes verdades:
(1) Música tem uma parte importante na adoração.
(2) Existe música boa e música fraca.
(3) Novas canções são vitais e revigorantes no programa de música da igreja.
A dificuldade atual enfrentada pela igreja é que muitos que pensam "Deus precisa de umas canções novas", eles mesmos as têm produzido, mas não são músicas que honram a Deus, que são consistentes com a ver­dade bíblica, e que dirigem os crentes a uma vida de santidade. Muito do que está nas paradas hoje como música cristã é teológica e musicalmente deficiente. Uma das questões mais ardentes do dia é esta: "Que tipo de música deveriam as igrejas empregar em sua adoração ao Deus Vivo?" Di­visões profundas estão surgindo entre igrejas e líderes cristãos sobre estilos musicais.
Um dos principais argumentos usados pêlos defensores da chamada "música cristã atual" é que, para atingirmos a juventude de nossos dias, precisamos empregar os estilos de música com os quais eles podem se identificar e que sejam similares aos estilos musicais que são populares e atraentes aos jovens. Amy Grant, uma expressiva representante desse pon­to de vista, declarou numa entrevista:
Também sinto que há um grupo entre nós. . .que querem ser uma voz em nossa cultura. Alguém tem de estar lá. . , dizendo. . ."Ei, há muitos de nós que amam Jesus, e nós vamos estar na onda também" (Steve Rabey, "Christian Singer Appeals to Fans of Secular Pop Music" ["Cantora Crente Apela Para Os Fãs da Música Pop Secular"], Christianity Today, 8/11/85, p. 62).
Um porta-voz da Gospel Music Associatíon (Associação de Música Evangélica), que já concedeu vários prêmios musicais a Amy Grant, decla­rou: "Nós podemos ficar e nos apresentar para a nossa subcultura cristã tu­do o que quisermos, mas acho que deveríamos ir onde as pessoas estão, e é isso o que Amy está fazendo" (Rabey, loc. cit.). A inferência, evidentemen­te, é que para "ir onde as pessoas estão" precisamos empregar estilos mu­sicais afinados com o que "as pessoas" querem. Esse é um raciocínio erra­do.
Comparado a hoje, ouvia-se pouca discordância sobre a natureza da música na igreja há 30 anos atrás. A subida meteórica da música rock tem causado uma revolução total no campo da música, com um pesadíssimo impacto no campo da música na igreja. A batida, o ritmo e o estilo do rock têm invadido a igreja.
Há um persistente clamor "vamos ser atualizados." Se não somos "atualizados", estamos "fora de moda", um descompasso sem sentido na cena religiosa. É embaraçoso citar uma publicação liberal que aparentemente mostra mais discernimento nesse assunto que muitos periódicos evangéli­cos. Carl Schalk tem algumas colocações bem aguçadas sobre o assunto:
Uma das ênfases mais largamente difundidas em algumas partes da igreja nos anos recentes, tem sido a ideia de que em melodia e letra a música ouvi­da na maioria das igrejas tem sido lamentavelmente fora de moda. Para a música na igreja sobreviver, ela deve urgentemente se tornar música atualizaa" ('Thoughts on Smashing Idols: Church Music in the 80's" [Pensa­mentos Sobre ídolos Despedaçados: A Música na Igreja Nos Anos 80"], Christian Century, 30/9/81, p. 960),
Schalk tem outras queixas: (1) que muita música cristã atual é vista primariamente, como um meio de entretenimento, e não de edificação; (2) que ela representa um "barateamento do evangelho", e (3) que ela é, em sua maioria, medíocre. "A mediocridade prospera onde o atraente superficial é tido em alta consideração, onde o efeito fácil é aplaudido muito rapida­mente, e onde o ritmo corriqueiro ou a fraca... melodia satisfaz" (Ibid., 962).
O fato dos crentes que crêem na Bíblia abraçarem entusiasticamente grande parte da música atual mostra claramente o triste estado espiritual da Igreja. "É profundamente significativo que os evangélicos, mesmo os mais conservadores, tenham aceito o estilo rock. Essa aceitação obviamente indica um capítulo adicional na morte, entre eles, do negar-se a si próprio e da rejeição do que é mudano" (Richard Quebedeaux, The World Evangelicals [Os Evangélicos Mudanos], p. 118). Mesmo observadores e escritores seculares têm mais discernimento do que alguns crentes. Um crítico de mú­sica comentando sobre uma apresentação de Amy Grant, observa: "Todo esse gênero é uma esquisita forma ‘pop’, quase por definição um tipo com­prometido de música - como pode, por exemplo, você cantar sobre entregar sua alma a Jesus ao mesmo tempo em que produz uma forte música rock?" (Ken Tucker, Philadelphia Inquirer, 23/8/85). De fato, uma ótima pergunta! Para o crente, a Bíblia, que é a Palavra de Deus, deve ser a autoridade final em assuntos de fé e prática. Muitos do que usam estilos agressivos e radi­cais de música religiosa atualmente, afirmam que a Bíblia não dita qualquer estilo particular de música e que os crentes são livres para utilizarem qual­quer estilo que lhes convenham e que sirvam aos propósitos desejados. Mas, isso é verdade? Será que nada aprendemos de um estudo das Escritu­ras sobre qual tipo de música honra e agrada a Deus? Pareceria estranho que Deus, sabendo a parte vital que a música ocupa na adoração, nos dei­xasse ao sabor de nosso próprio julgamento para determinarmos os tipos apropriados de música a adotar. Quais instruções, se existe alguma, a Bíbíia nos oferece sobre música?
leia a continuação nos próximos dias.
(caso os autores desta obra ou co-participantes a estejam em desacordo com esta divulgação, retiraremos imediatamente)

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