sábado, 11 de setembro de 2010

MÚSICA DEVERIA EXPRESSAR O LOUVOR AO SENHOR

 Os salmos são uma excelente fonte de informação sobre a música que honra a Deus. O Livro dos Salmos é frequentemente chamado o "Hinário do Antigo Testamento". Os salmos foram escritos para serem cantados e eles constituem a maior parte da música utilizada pelos santos do Antigo Testa­mento.

COM UM CORAÇÃO FELIZ. "Servi ao Senhor com alegria" (Sl 100.2). Assim exorta o escritor inspirado. A música que adotamos está inti­mamente associada com a nossa vida emotiva, embora certamente ela en­volva mais do que o emotivo. Porém, se nossos corações não estão felizes, é extremamente difícil cantar ou se comprazer com música espiritual. É por isso que crentes desviados e carnais geralmente têm grande dificuldade em participar com entusiasmo dos cultos de adoração na igreja. Eles estão ocu­pados em alimentar suas queixas, distraindo-se com pensamentos sombrios sobre outras pessoas e vivendo sob a nuvem do pecado inconfessado, que têm bloqueado a sua visão do Deus glorioso. Eles não têm qualquer "ale­gria". Eles não podem "cantar a canção do Senhor", A música de adoração é a expressão de um coração que está verdadeiramente alegre no Senhor.
COM MÚSICA DE JÚBILO. "Apresentai-vos diante dele com cânti­co" (Sl 100.2). Quando nos reunimos como o povo de Deus e cantamos, nós estamos "apresentando-nos diante dEle", isto é, estamos chegando à pre­sença do Senhor com ofertas de música. Música apresentada nas reuniões cristãs não deveriam ter como propósito o progresso dos músicos e de sua carreira, nem o entretenimento da audiência, mas deveria, em vez disso, ser dirigida para o Senhor. Discordamos radicalmente de Bob Larson, outrora um oponente da música cristã atual e tipo rock, que agora se tornou um proponente dela, quando ele diz:
O concerto de rock cristão típico é divertimento, não adoração, mas isso não o invalida. Não há nada errado com divertimento cristão - qualquer reli­gião eficaz diverte mesmo (Citado por Gail Pellert, Christian Rock [Rock Cristão], p. 23).
Uma observação como essa certamente não é digna de uma resposta séria.
Contemplamos hoje o triste espetáculo de músicas supostamente cris­tãs que têm sido prostituídas com propósitos comerciais. Música que agrada ao Senhor é aquela que é oferecida por servos sinceros, humildes e dedica­dos, com o propósito de glorificar Aquele que tem colocado uma canção em nossos corações, não por aqueles que estão tentando vender um pouco mais de discos ou fitas.
COM INSTRUMENTOS APROPRIADOS. Uma variedade de ins­trumentos musicais são mencionados nas Escrituras como tendo sido usa­dos na adoração a Deus. Neste artigo não procuraremos explorar a natureza exata de cada um deles, mas um exemplo é encontrado no último salmo (Salmo 150). Os instrumentos mencionados são trombeta, saltério, harpa, adufes, instrumentos de corda e címbalos. Enquanto existem alguns poucos grupos religiosos que rejeitam o uso de instrumentos musicais em cultos de adoração públicos, a maioria da Igreja tem reconhecido a vital contribuição que tais instrumentos fornecem para o culto coletivo. Somos instruídos a "cantar salmos" (Ef 5.19), a palavra "salmo" significando "cantar com acom­panhamento de um instrumento musical".

MÚSICA DEVERIA EXALTAR A GLÓRIA DE DEUS

Se alguém deseja ver o papel que a música terá no céu, ele deveria meditar sobre o quinto capítulo de Apocalipse. Aqui é dado uma descrição tocante das multidões reunidas perante o trono de Deus, emanando de co­rações alegres louvores ao Cordeiro de Deus.
OLHANDO PARA O CORDEIRO. O apóstolo João escreveu: "En­tão vi. . .um Cordeiro" (Ap 5.6). É tremendamente significativo que no capí­tulo do Novo Testamento que talvez fale mais de música do que qualquer outro, a primeira coisa a que se é apresentado é "O Cordeiro". Nossos cora­ções são tocados por uma visão do Cordeiro! João, em sua visão, viu o cor­deiro, e os vinte e quatro anciãos (a Igreja redimida) também O viu. Não admira que "eles entoaram um novo cântico" (v. 9). Você não pode fazer ou­tra coisa a não ser cantar quando tem um vislumbre do Cordeiro que morreu por você! A razão pela qual alguns crentes não são estimulados pelo ministério da música é que eles não têm uma grande visão do Salvador nem o gozo agradável de sentí-Lo pulsando através de seu ser. O cantar entusias­mado começa com uma adoração e uma meditação no Senhor Jesus Cristo!
ADORANDO PERANTE O CORDEIRO. Os vinte e quatro anciãos "prostraram-se diante do Cordeiro" (v. 8). Eles prostraram-se em humilde adoração, pasmados com a Sua majestade, vendo a si próprios como indig­nos. Pelas suas ações e palavras, eles estavam confessando a profundidade de sua pecaminosidade. Uma grande compreensão teológica é evidente nessa descrição de louvor celestial. Ela contrasta fortemente com a superfi­cialidade de muito do que passa por "música cristã" hoje.
EXALTANDO A PESSOA DO CORDEIRO. O centro do seu cânti­co era esse: "Digno é o cordeiro" (v. 12). Seus olhos estavam fixos sobre o Todo-amável. Eles foram cativados pela Sua beleza e graça. A música deles refletia o foco de sua adoração.
Muita música religiosa moderna é centralizada no homem. É dirigida pela experiência.
Textos populares demonstram também a penetrante influência do existen­cialismo. A expressão do sentimento da ocasião, a ênfase na sensação físi­ca, e até a ideia de canções deliberadamente incompletas, com a já previsí­vel diminuição lenta do volume, nos leva a uma euforia física e emotiva que não é firmada em princípio ou doutrina da Escritura. (Dwight Gustafson, "Should Sacred Music Swing?" ["Deveria a Música Sacra Provocar Balan­ço?"], Faith For the Family, Janeiro/Fevereiro, 1975, p. 5).
Alunos da Escola Dominical têm constaníemente bradado o corinho:
Oh, eu me sinto tão bem, eu me sinto totalmente novo
Oh, fico imaginando se você se sente assim também.
Contraste isso com o grande hino de Bernar:
Jesus, o só pensar em Ti
Com doçura se enche o meu peito
Porém mais doce é Tua face ver
E na tua presença descansar.
Não apenas as palavras, mas a "batida" de muitas canções modernas tendem a desviar a atenção do Senhor para o "apresentador". Animadores crentes professos copiam os maneirismos de seus similares seculares, ba­lançando, gingando, gritando nos microfones, e geralmente apresentando a si próprios como imitações baratas dos "artistas" ímpios.
continuamos nos proximos dias....

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