segunda-feira, 30 de agosto de 2010

GUIA


Não é nenhuma novidade o que virá abaixo, tanto pela “naturalidade” em nossos dias, como também pelo lado profético, quando a bíblia diz que muitos iriam mercadejar a fé. Portanto, não sei qual termo usaria para escrever sobre aqueles que se apresentam no guia eleitoral dizendo ser “pastores”, “irmão fulano” ou com jargões ditos evangélicos, os malfados candidatos aos cargos na próxima eleição. Chega a impressionar o número dos “cara de pau” que ocupam a tela se colocando por detrás do nome de “evangélico”. Até parece que apenas a palavra ou o fato de dizer ser, remete a algum lugar diferente dos demais. Realmente não consigo encontrar um adjetivo para qualificar melhor as figuras “evangélicas” do horário político, que chegam a ultrapassam a linha da deselegância e do absurdo. Usam títulos de “pastores”, “irmãos”, manipulam, vendem-se e saem vendendo denominações com o único propósito de chegar ao poder. São literalmente uma vergonha! Também incrível é a forma natural como divagam em seus contatos sempre precedidos de jargões de irmandande. Não sei como homens deste tipo professam tanto uma “fé”, melhor dizendo, não se enxergam, pois falam da Palavra, tentam se travestir, mas sequer têm a mínima noção até mesmo de onde estão. “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. Pessoas sem escrúpulo algum, que pouco se importam por quem está a sua volta, apenas visam o próprio ventre. Sobem em palanques, firmam acordos, fazem conchavos, vendem até a alma se for necessário, em troca de uma posição que lhe renderá numerários, e isso não é nenhuma novidade, conforme dito.

Voltando a citá-lo, e o farei sempre que for necessário exemplar, o missionário e apóstolo Paulo teve a oportunidade de defrontar-se com várias autoridades de sua época, desde líderes religiosos, governadores, etc. mas, em momento algum o apóstolo deixou de falar sobre as escrituras, como também os enquadrou dentro delas mostrando sobre o que Deus esperava deles. Paulo não abdicou de sua posição em troca de nada, até do mais simples benefício. Pelo contrário, expos com autoridade o que Deus colocara em seu coração. Falou, falou e sustentou a verdade mesmo tendo que pagar um alto preço com prisões, açoites, torturas e castigos. Lembro da oportunidade em que enfrentou o homem que ocupava o mais alto cargo religioso e ao ser questionado não poupou palavras, mesmo sabendo o perigo que corria sua vida, mas preferiu servi a Deus, ser submisso ao Senhor do que a homens e disse: “Deus te ferirá, parede branqueada; tu estás aqui assentado para julgar-me conforme a lei, e contra a lei me mandas ferir? Atos 23:3 . Do mesmo modo de Cristo, quando na ocasião chamou os escribas e fariseus de “sepulcros caiados”. Paulo, levado a presença do governador, também aproveitou e disse-lhe aquilo que poucos teriam a coragem de fazê-lo. Na sequencia deste relato ao encontrar-se com Félix, mencionou sobre seu comportamento impiedoso e acresceu falando-lhe sobre o domínio próprio, pois sabia do romance que nutria na surdina por sua cunhada. “Dissertando ele acerca da justiça, do domínio próprio e do Juízo vindouro, ficou Félix amedrontado e disse: Por agora, podes retirar-te, e, quando eu tiver vagar, chamar-te-ei”. Atos 24:25. Literalmente o homem por detrás da autoridade tremeu nas bases. Paulo continuou sua caminha dividindo bancadas com o líderes de seu tempo, mas só que do lado contrário, e em todas as ocasiões expos a verdadeira Palavra de Deus, bem diferente, completamente diferente do que infelizmente estamos vendo hoje.


“Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará”. Gálatas 6:7


Ir. Cavalcanti – cavalcanti_cvcjpa@hotmail.com

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